BNDES oferece até R$ 10 milhões para negócios com blockchain
Um novo edital do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acaba de ser lançado, e ele está em busca de interessados para realizar um estudo sobre a certificação de créditos de carbono no Brasil. O edital menciona a possibilidade de usar a tecnologia blockchain para esse projeto, o que é uma novidade no setor.
O BNDES, através do Departamento de Apoio à Sustentabilidade, comunicou a abertura dessa seleção pública. O objetivo é encontrar um parceiro que execute o estudo técnico denominado “Certificação de Crédito de Carbono no Brasil”. Se você está curioso sobre o assunto, o edital já está disponível para consulta.
Oportunidade de Apoio Financeiro
Esse estudo possui um apoio de até R$ 10 milhões do Fundo de Estruturação de Projetos do BNDES. O foco é entender o cenário nacional de certificação de créditos de carbono e descobrir oportunidades para fortalecer a capacidade de certificação no Brasil.
Essa iniciativa é resultado de uma colaboração entre o BNDES, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e o Ministério da Fazenda. Juntos, eles pretendem mapear o mercado de certificação e identificar os principais atores envolvidos.
Desafios do Mercado de Carbono
Uma das questões levantadas no edital é que o mercado nacional ainda depende de certificadoras internacionais. Isso se deve ao fato de que, até agora, a maioria dos créditos de carbono emitidos no Brasil foi certificada por apenas duas entidades estrangeiras. Embora isso possa facilitar a aceitação internacional, também limita o aproveitamento do potencial local, tanto para a demanda interna quanto externa.
Essa análise do cenário busca não só fortalecer a posição do Brasil no mercado global de carbono, mas também alinhar as práticas nacionais às melhores do mundo. O estudo deve ser concluído em até seis meses, levando em conta as particularidades do país, como a integridade ambiental e a governança.
Além disso, serão propostas formas de aumentar a eficiência e reduzir custos, tudo em um ambiente que promova maior transparência. As inscrições para participar desse projeto são gratuitas e vão até 9 de fevereiro de 2026.
A ideia é que diversos grupos da sociedade, incluindo o setor público e privado, colaborem. Os dados gerados servirão como uma base sólida para melhorias no contexto institucional do mercado de carbono no Brasil.





